Novo corte da Selic pelo Banco Central deve resultar na intensificação de transferências de recursos de investidores para economias mais sólidas, como os EUA

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na última quarta-feira (7), cortar a taxa básica de juros brasileira – a Selic – em 0,25 ponto percentual, para 6,75% ao ano, com o objetivo de estimular a economia do país. A decisão, no entanto, deve intensificar ainda mais a transferência de recursos de investidores do Brasil para economias mais sólidas, como os Estados Unidos.

O aumento da atratividade do mercado dos EUA para investimentos se deve, principalmente, às situações distintas em que Brasil e Estados Unidos se encontram. Enquanto o Brasil mantém uma trajetória de queda dos juros e recuperação econômica após forte recessão, o mercado norte-americano tem mostrado um crescimento econômico pujante nos últimos anos, e reafirma, cada vez mais, a expectativa do mercado para a continuação do aumento gradual das taxas de juros, a fim de evitar a inflação acima da média estabelecida pelo Fed.

Isso significa que, enquanto a trajetória de juros brasileira diminui o rendimento de investimentos em renda fixa, o inverso acontece nos Estados Unidos simultaneamente, facilitando a vida do investidor que deseja realizar aportes em produtos de renda fixa no exterior. Os títulos do Tesouro americano, atrelados à taxa de juros norte-americana, por exemplo, são considerados os investimentos mais seguros do mundo.

 

Tendência de migração de recursos

O fluxo maior de recursos entrando nos EUA por meio de investidores interessados em alocar parte do seu patrimônio na maior economia do mundo já é perceptível. A tendência no, entanto, é de uma migração ainda mais intensa de recursos, com investidores optando pela economia mais sólida e com uma tendência de aumento dos juros. E as projeções são positivas para a manutenção deste cenário no mercado dos Estados Unidos.

O forte ritmo de expansão do PIB norte-americano em 2017 sugere a manutenção da elevação das taxas de juros pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA) também em 2018, mesmo com a inflação mais baixa. Em suas últimas reuniões, o Fed (Banco Central norte-americano) destacou justamente o contínuo crescimento econômico do país e o fortalecimento do mercado de trabalho – que foram ratificados com a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho dos EUA no início deste mês.

Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o país abriu mais de 200 mil vagas de emprego em janeiro – número bastante superior às expectativas dos analistas.

As projeções de que o futuro chairman do Fed, Jerome Powel – que assumirá o lugar de Janet Yellen em março de 2018, manterá os estímulos para aquecer a economia são favoráveis aos EUA no que se refere aos investimentos em renda fixa.

No Brasil, apesar do Copom sugerir o fim do ciclo de cortes na taxa básica de juros, ainda há algum espaço para novos cortes, de acordo com o próprio Comitê, que manteve aberta a possibilidade de um novo corte em março, que levaria a Selic a 6,50% ao ano e reduziria ainda mais a rentabilidade dos investidores que apostam na renda fixa para alocação dos seus recursos.

 

Investindo nos EUA

Apesar da decisão de investimentos depender do apetite ao risco de cada investidor, o cenário atual beneficia, na prática, os mercados mais sólidos e com tendência altista dos juros. Isso porque investidores mais conservadores – ou que desejam diversificar seus investimentos em países mais seguros – tendem a escolher economias como a norte-americana para alocar seu capital.

Se você ainda não investe no mercado dos Estados Unidos, este ano de 2018 pode se mostrar, portanto, como uma excelente oportunidade para diversificar seus investimentos e lucrar com o aumento dos juros no país. São muitas as opções disponíveis no maior mercado do mundo; basta escolher o melhor produto para seu perfil de investidor e aproveitar este bom momento da economia norte-americana – a maior economia do mundo.