A economia brasileira tem se recuperado em 2017, após um longo período de forte recessão. O terceiro trimestre consecutivo de avanço do PIB do Brasil – o que não acontecia há mais de quatro anos, no entanto, não foi suficiente para aproximar o país de outras economias emergentes.

Um comparativo feito pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que o resultado de 0,1% de avanço da economia brasileira entre julho e setembro deste ano coloca o país em 37º lugar entre 40 países que já divulgaram os resultados do PIB do terceiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior.

 

Na lanterna

Nos lugares mais baixos da tabela ficaram a Dinamarca, que registrou queda de 0,6% no PIB no terceiro trimestre – o primeiro recuo desde 2015, e o México, que viu sua economia ceder 0,3% no período. Na 38ª colocação, empatada com o Brasil, ficou a Lituânia, que também cresceu modestos 0,1% no terceiro trimestre.

 

O pior PIB da América do Sul

Entre os países da América do Sul que já divulgaram seus números, o Brasil foi quem apresentou o pior resultado do PIB para o período. O Chile, que viu sua economia avançar 1,5% entre os meses de julho e setembro, ficou em 7º lugar na tabela, enquanto a Colômbia, que cresceu 0,8%, ocupou a 20ª colocação, empatada com Alemanha, Áustria, Espanha, e outros países que também avançaram 0,8% no período.

 

Brasil x Países ricos

Até mesmo na comparação com economias sólidas, como os Estados Unidos, Alemanha, Itália, França e Reino Unido – que costumam crescer menos que os países emergentes, o Brasil ficou para trás.

De acordo com a publicação, Alemanha e Estados Unidos avançaram 0,8%, enquanto Itália e França apresentaram alta de 0,5% do PIB, seguidas pelo Reino Unido, com alta de 0,4%. Um crescimento bem mais expressivo que o modesto avanço de 0,1% da economia brasileira.

 

No topo da tabela

Nas primeiras posições entre as 40 economias que já divulgaram o PIB do terceiro trimestre estão Indonésia, que cresceu 3,2% no período, Romênia (avanço de 2,6%), Malásia (alta de 1,8%), China e Taiwan (ambas com crescimento de 1,7%).

A economia brasileira está se recuperando, e isso é fato. O caminho, no entanto, ainda é bastante longo para chegar ao patamar de seus pares internacionais.