Você certamente já deve ter ouvido falar, em algum momento, sobre o JPMorgan Chase & Co –uma das principais instituições financeiras do mundo, mas talvez não saiba que a companhia foi uma das 20 empresas mais voláteis da bolsa dos EUA nos primeiros meses do ano.

Acompanhe um breve perfil do JPMorgan Chase, sua história e entenda por que as ações da instituições são tão procuradas por investidores de todo o mundo, a ponto de torná-la a oitava companhia mais volátil da bolsa dos Estados Unidos no primeiro quadrimestre de 2017.

 

A história do JPMorgan Chase

A história do JPMorgan Chase & Co começa no final do século XVIII, e se mistura com a história de outras companhia, como a Manhattan Company, que se estabeleceu em 1799 nos EUA, o Chemical Bank, estabelecido em 1824, o Waterbury Bank (em 1848) – predecessor do Chase Manhattan Bank – e com a história do banqueiro J.Pierpont Morgan.

No ano de 1871, o então executivo J.Pierpont Morgan firmou uma parceria com o banqueiro Anthony Drexel, da Filadélfia, resultando na criação do banco privado de mercado Drexel, Morgan & Co, evoluindo e dando, anos mais tarde, lugar para o J.P Morgan.

Após a morte de Anthony Drexel, em 1893, a empresa foi renomeada para J.P Morgan & Company. Ainda naquele ano, a companhia tornava-se a principal financiadora de estradas de ferro nos EUA. No início do século XX, em 1901, a J.P Morgan adquiriu a empresa industrial Andrew Carnegie, o que resultou em uma corporação de mais de 30 empresas, para a criação da United States Steel. Esta foi a primeira corporação do mundo com valor estimado em US$ 1 bilhão.

Alguns anos mais tarde, em 1907, a instituição desempenhou um papel fundamental em seu país: foi o J.P Morgan quem salvou diversas empresas da falência, socorreu a cidade de Nova York e resgatou a Bolsa de Valores durante o pânico financeiro daquele ano. A instituição já havia se firmado como um dos principais bancos do mundo e, daquele momento em diante, manteve-se em crescimento constante ao longo de anos e décadas.

Já no ano 2000, a J.P Morgan fundiu-se com o The Chase Manhattan Corporation, recebendo o nome de JPMorgan Chase & Co. Quadro anos depois, a instituição fundiu-se mais uma vez, desta vez com o Bank One, tornando-se líder global em serviços financeiros.

Em 2011, o JPMorgan superou o Bank of America como a maior instituição de crédito dos Estados Unidos em relação aos ativos. Naquele ano, o volume de ativos da instituição alcançou US$ 2,29 trilhões em apenas um trimestre.

 

JPMorgan no mercado financeiro

O JPMorgan lançou seu IPO na bolsa dos EUA ainda no começo dos anos 1980. Em março de 1980, as ações da instituição eram comercializadas na Bolsa de Nova York por US$ 5,17. Vinte anos mais tarde, em março de 2000, cada papel do banco valia US$ 53,08.

Em fevereiro de 2009, em meio à crise dos subprimes nos EUA, as ações do JPMorgan despencaram para US$ 22,85, mas se recuperaram nos anos seguintes. Em fevereiro de 2017 – 8 anos depois – as ações da instituição eram negociadas a US$ 90,62 em Nova York.

De acordo com um levantamento realizado pela empresa Economatica, o JPMorgan foi a oitava companhia mais liquida do mercado norte-americano no primeiro quadrimestre de 2017, movimentando cerca de US$ 1,42 bilhão diariamente na bolsa dos EUA.

 

Confira alguns dos impressionantes números do JPMorgan:

 

 

Os resultados do JPMorgan Chase & Co

Os últimos anos têm sido bastante positivos para o JPMorgan Chase. Em 2016, o grupo bancário registrou lucro recorde de US$ 24,73 bilhões, e faturamento de US$ 95,66 bilhões. No quarto trimestre do ano passado, o lucro disparou 24%, com lucro líquido de US$ 6,727 bilhões.

Nos dados mais recentes divulgados pela instituição, os ganhos se mantiveram. O maior banco dos EUA em ativos atingiu lucro líquido de US$ 7,03 bilhões no segundo trimestre de 2017, ante US$ 6,2 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita trimestral da instituição ficou em US$ 26,41 bilhões.