A crise política e econômica que se instaurou no Brasil parece estar bem longe do fim, e mantém-se como um dos principais fatores agravantes da difícil situação que já vivíamos nos últimos anos. O impacto total desta nova crise nos resultados da economia brasileira ainda é desconhecido, mas dados oficiais recentes podem nos dar uma dimensão do que vem por aí.

Enquanto isso, a economia dos EUA mantém-se em franca expansão, assim como fez nos últimos 16 anos. Confira um breve panorama da realidade brasileira e a realidade norte-americana no que se refere à economia e projeções para o futuro.

 

 

Saída de dólares aumenta no Brasil

Cerca de US$ 4,3 bilhões deixaram a economia brasileira no mês de junho, de acordo com dados divulgados no último dia 5 pelo Banco Central. Foi a maior retirada mensal de recursos da economia do Brasil desde o mês de fevereiro, quando US$ 4,57 bilhões saíram do país.

O aumento da saída da moeda norte-americana do Brasil pode ser justificada pelo agravamento da crise nacional, ocorrida em maio, após denúncias de executivos da JBS envolvendo políticos brasileiros e o presidente Michel Temer. O aumento dos juros nos EUA também pode ter contribuído com esta evasão, uma vez que juros maiores no maior mercado do mundo tende a atrair mais investidores.

 

Projeção do PIB em baixa

Apesar da projeção oficial do governo para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro manter-se positiva em 2017, os números não são animadores: a estimativa é que a economia brasileira cresça 0,5% neste ano, após anos seguidos de recessão. A projeção anterior, no entanto, era de 1%, e teve de ser revista para baixo – o que pode acontecer novamente, de acordo com informações divulgadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Já o mercado acredita que o crescimento do PIB não deve passar de 0,39% em 2017, após dois anos seguidos de recessão. Para 2018, os analistas das principais instituições financeiras brasileiras são mais otimistas: caso o cenário se mantenha estável no Brasil, a projeção é de um crescimento de 2% no PIB.

 

Estados Unidos: o outro lado da moeda

Enquanto as projeções para o Brasil não tão positivas – e podem piorar a qualquer sinal de agravamento da crise, nos Estados Unidos, a economia vai de vento em popa.  A maior economia do mundo cresceu 1,4% somente no primeiro trimestre, de acordo com o Departamento de Comércio do país. Os dados divulgados na semana passada corrigem para cima o crescimento de 1,2% que foi inicialmente projetado.

Desde o ano de 2000 a economia norte-americana cresce a uma taxa média de 2% ao ano, e as projeções para este ano apontam para um crescimento ainda maior do PIB: a meta do governo de Donald Trump é de uma expansão de 3% ao longo de 2017.

 

Os negócios e a bolsa norte-americana

No mercado financeiro, os resultados também são animadores. Após uma leve correção que sucedeu o intenso rali visto no início do ano no mercado dos EUA, o índice Dow Jones voltou a bater recordes nesta semana, atingindo inéditos 21.479 pontos em 3 de julho. Outros índices, como o S&P 500 e o Nasdaq também continuam em alta.

Os negócios também estão alinhados com os resultados positivos no PIB e na Bolsa: as exportações no primeiro trimestre do ano foram revisadas para 7%, ante uma projeção inicial de 5,8%, enquanto os estoques acumulados pelas empresas norte-americanas ficaram em US$ 2,6 bilhões no período, ante US$ 4,3 bilhões inicialmente previstos.

 

Se você está pensando em investir ou realizar operações no mercado financeiro, pode ser um bom momento apostar no mercado norte-americano e alocar parte do seu capital fora do Brasil. Assim você estará protegendo seu patrimônio das crises brasileiras enquanto aproveita a expansão da economia dos EUA para obter bons rendimentos.