Investir ou operar no mercado financeiro – em qualquer parte do mundo – requer disciplina e muito estudo, além de estratégias e análises sobre o melhores ativos e as melhores oportunidades para operações ou investimentos. Neste cenário, uma das ferramentas mais comuns entre amadores e profissionais que atuam no mercado para definir suas estratégias é a análise fundamentalista.

 

 

A Análise Fundamentalista é utilizada por traders, investidores e analistas para identificar e analisar a situação financeira, mercadológica e econômica de uma empresa, de uma moeda, de  commodities, de um país, e outros, a fim de traçar um perfil completo do que se está analisando e, por fim, traçar projeções para o futuro. Diferente da Análise Técnica, a Fundamentalista não analisa gráficos de preços, volume de negociações, e outros fatores técnicos, mas sim o panorama geral de uma empresa ou ativo.

Quer saber um pouco mais sobre a Análise Fundamentalista? Então acompanhe 7 coisas que você precisa saber sobre esta ferramenta e descubra como utilizá-la a favor de suas operações ou investimentos.

1) Na Análise Fundamentalista são considerados diversos dados para traçar um panorama completo de uma empresa, como o balanço da companhia – seja ele bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral ou anual, sua situação e evolução no mercado ao longo do tempo, seu patrimônio, os pagamentos de dividendos que realiza aos seus acionistas, valor e suas ações e evolução dos preços, entre outros. Estes são considerados dados “fundamentais” para uma análise profunda e para possíveis projeções em relação ao futuro e crescimento da empresa.

2) Entre os principais tópicos analisados por quem faz uso da Análise Fundamentalista estão:
- o crescimento da companhia;
- o lucro da empresa;
- o posicionamento da companhia no mercado em relação aos seus concorrentes diretos;
- sua saúde financeira e a capacidade de pagar suas dívidas.

3) Em geral, as variáveis fundamentais para uma Análise Fundamentalistas são agrupadas nas categorias: quantitativa e qualitativa. A primeira consiste na análise de dados mensuráveis em termos numéricos, como vendas, receita, lucro, etc.; já a segunda categoria se relaciona com dados imensuráveis, com base em dados e informações qualitativas, como o reconhecimento da marca, seus diferenciais em relação aos concorrentes, e até mesmo a composição da diretoria e os detentores dos principais cargos executivos.

4) Através de uma profunda Análise Fundamentalista, muitos investidores e operadores identificam as melhores oportunidades para investimento, por exemplo. Eles conseguem observar as variáveis de cada ativo ou empresa, por exemplo, e encontrar aquelas opções que se mostram como os melhores investimentos para o futuro, projetando seus resultados futuros com base nestas análises.

5) Apesar de ser bastante utilizada em todo o mundo, muitos analistas e investidores criticam a Análise Fundamentalista – principalmente aqueles que são adeptos da Análise Técnica. A principal crítica quanto a esta forma de análise vem da falta de utilização de técnicas e dados mais específicos quanto às oscilações de preço e volume de negociações, por exemplo, que são algumas das bases da Análise Técnica.

6) O investidor ou operador que escolher utilizar a Análise Fundamentalista em suas operações ou na escolha de seus investimentos deve ter em mente que sempre é possível haver momentos de grandes oscilações nos preços ao longo do tempo. Apesar disso, uma análise correta pode resultar sim em resultados positivos no longo prazo.

7) Não é possível definir qual ferramenta – entre a Análise Técnica e a Análise Fundamentalista – é a mais indicada para o investidor ou operador. Cada um possui um perfil próprio de operação ou investimento e, por isso, é preciso escolher aquela que melhor se adéque ao seu perfil, aos seus interesses e aos seus planos como investidor ou operador no mercado financeiro.