O Goldman Sachs manteve, nesta segunda-feira (20), suas recomendações para ações das empresas JBS Food International e BRF, envolvidas em um esquema de irregularidades e adulterações no processamento e comercialização de carnes no Brasil. A instituição, no entanto, listou quatro preocupações quanto às companhias brasileiras.

Em relatório divulgado aos seus clientes na manhã de hoje, o Goldman Sachs citou quatro riscos relacionados às ações da JBS e BRF:

1)   O efeito sobre a percepção de qualidade do consumidor dos produtos das empresas após o escândalo envolvendo as empresas;

2)   Uma possível (e provável) grande queda nas exportações – que hoje representam 50% das receitas de ambas as companhias;

3)   Aumento do risco no curto prazo por conta de uma cadeia de valor complexa, com altos custos fixos e alavancagem operacional;

4)   Exposição negativa frente a mercados internacionais, que pode se estender por período indeterminado, devido às investigações ainda em andamento. Cerca de 11% da receita total da Seara (JBS), por exemplo, se concentra nos EUA, Europa e Austrália.

A recomendação do Goldman Sachs para a JBS manteve-se neutra, com preço-alvo em R$ 13,30 para 12 meses, enquanto continuou a indicar venda para ações da BRF, com preço-alvo de R$ 42,40.