Apesar do aumento das projeções de crescimento para os EUA nos próximos anos, FMI também alertou para consequências da guerra comercial com a China

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou, na última semana, as projeções para crescimento da economia norte-americana em 2019 e 2020. De acordo com o Fundo, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB ou GDP) dos Estados Unidos cresça 2,6% em 2019 e 2% em 2020.

O avanço de 0,3 ponto percentual e 0,1 ponto percentual das previsões para o PIB dos EUA – para 2019 e 2020, respectivamente, no mês de junho sucede a uma revisão para baixo destes mesmos números, anunciada em abril.  Para o FMI, os riscos equilibrados e os efeitos do estímulo fiscal implementado em 2017 e 2018 são dois dos responsáveis pela elevação das estimativas.

Em nota, o Fundo afirmou que “os riscos estão globalmente equilibrados” e destacou os níveis “excepcionalmente baixos” do desemprego no país – que seguem no menor patamar em mais de 50 anos, desde o início da série histórica.

 

Riscos da guerra comercial

Apesar das perspectivas positivas para a economia norte-americana em 2019 e 2020, o FMI também reforçou os possíveis impactos negativos de um eventual agravamento das disputas comerciais entre China e EUA.

Uma reversão abrupta das condições dos mercados financeiros mundiais – consequentes ou não da disputa comercial entre os países – também poderia, de acordo com a organização, trazer riscos “significativos” para a economia norte-americana.

 

EUA x China

Ainda sem prazo para acabar, a guerra comercial entre China e EUA ganhou novos capítulos na última semana, depois que o governo dos Estados Unidos proibiu que empresas americanas vendessem tecnologia para quatro companhias com sede na China. A decisão é semelhante àquela tomada em relação à chinesa Huawei, no mês de maio.

De acordo com a nova lista emitida pelo Departamento de Comércio dos EUA, a fabricante de supercomputadores Sugon e três de suas subsidiárias passam agora a ter acesso vetado às tecnologias de grandes empresas do país, como a Intel, Nvidia e AMD. Atualmente, todas estas empresas fornecem seus produtos e suas tecnologias à Sugon.

A disputa comercial, entretanto, pode ganhar novos e importantes capítulos na próxima semana, durante a cúpula do G20, no Japão. A expectativa pe que o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Chinês, Xi Jinping, se encontrem durante o evento e, eventualmente, deem continuidade às negociações para o fim da guerra comercial.