Segundo Reuters, objetivo do Alibaba seria levantar US$ 20 bilhões com follow-on para investir em tecnologia; estreia da varejista online em Hong Kong deve ocorrer no terceiro trimestre

 

A gigante chinesa de e-commerce Alibaba registrou em Hong Kong, no final da semana passada, um pedido confidencial para uma oferta subsequente (follow-on) global de ações. O objetivo da companhia seria captar um montante de até US$ 20 bilhões – no que seria o maior follow-on de ações mundial dos últimos sete anos.

O follow-on – ou oferta subsequente de ações – é o nome dado à emissão de novas ações para serem negociadas no mercado por empresas que já fizeram seu IPO no passado. Este é o caso do Alibaba, cujas ações já são negociadas nos EUA.

De acordo com uma fonte com conhecimento no assunto ouvida pela agência de notícias Reuters, o follow-on do Alibaba na bolsa de Hong Kong estaria previsto para o terceiro trimestre deste ano. Segundo a fonte, os eventuais recursos captados com a nova oferta de ações seriam destinados a investimentos em tecnologia.

 

Alibaba na bolsa

O Alibaba estreou na bolsa de Nova York há cinco anos, conquistando o recorde de maior oferta pública secundária de ações do mundo ao captar US$ 25 bilhões no mercado dos Estados Unidos.

Uma eventual oferta de ações no mercado da China representaria uma vitória para o mercado chinês – que teria, finalmente, acesso às negociações dos papéis da gigante do comércio online nas bolsas locais: Hong Kong, Xangai e Shenzhen.

Além disso, uma listagem do Alibaba em Hong Kong teria potencial de dar um novo fôlego às bolsas da região – em um cenário de incertezas e redução do crescimento econômico da China, que segue em disputa comercial com os Estados Unidos.

 

Em segredo

O possível follow-on do Alibaba em Hong Kong segue em sigilo. Após a veiculação da notícia pela Reuters, o Alibaba se recusou a comentar sua eventual estreia na bolsa chinesa, enquanto o SoftBank – o maior acionista da empresa de comércio online – não respondeu às solicitações da agência de notícias.

Na última sexta-feira (14), as ações do Alibaba encerraram a semana no maior patamar desde janeiro de 2019.