Segundo analista da divisão de pesquisa do banco britânico Barclays, criação do "Facebook Coin" poderia gerar uma receita adicional de US$ 19 bilhões para a rede social

 

O analista de internet da divisão e pesquisa o banco britânico Barclays, Ross Adam Sandler, enviou a clientes da instituição um relatório no qual sugere que, caso seja criada, a criptomoeda do Facebook poderia gerar à rede social de Mark Zuckerberg uma receita extra de US$ 19 bilhões por ano. Especulações sobre planos do Facebook para criação do chamado Facebook Coin vem se tornando cada vez mais comuns na imprensa dos EUA desde o ano passado.

De acordo com a rede norte-americana CNBC, o analista da Barclays afirmou, no documento, que o futuro possível criptoativo da rede social teria potencial para garantir ao menos US$ 19 bilhões para a empresa a partir de 2021 – o que poderia resultar em impactos positivos às ações do Facebook. Atualmente, a maior parte da receita da rede social é oriunda de publicidade.

“Qualquer tentativa de construir fluxos de receita fora do setor de publicidade, especialmente aqueles que não abusam da privacidade do usuário, provavelmente serão bem recebidos pelos acionistas do Facebook”, afirmou o analista do banco britânico, em relatório.

 

Concorrente do Bitcoin para WhatsApp e Instagram


Em uma matéria divulgada no início deste mês de março, o The New York Times afirmou que o Facebook tem, de fato, planos de lançar sua própria criptomoeda, que poderia ser utilizada no Instagram e WhatsApp não apenas para pagamento de serviços, mas também para transferência de dinheiro para qualquer lugar do mundo sem depender de instituições financeiras.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a criação desta criptomoeda que permitiria ao usuário enviar quantias em dinheiro via WhatsApp para amigos e familiares já estaria sendo trabalhada fora do papel. De acordo com a matéria, mais de 50 engenheiros seguem trabalhando no processo de criação desta criptomoeda, em um setor liderada pelo ex-presidente do PayPal, David Macus.

Apesar dos avanços no projeto, o jornal destacou os obstáculos regulatórios e tecnológicos que podem atrapalhar os planos da rede social. O uso de criptomoedas por criminosos e golpistas nos últimos anos também foi ressaltado pela publicação.

Recentemente, o Facebook abriu diversas vagas de emprego para profissionais do setor de blockchain – tecnologia por trás das principais criptomoedas da atualidade. A rede social, no entanto, ainda não confirmou publicamente seus possíveis planos de criar, em um futuro breve, sua própria criptomoeda.