De acordo com a agência de notícias Reuters, os presidentes dos EUA e China não devem se encontrar antes o prazo final para o acordo comercial entre as nações, em 1º de março

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, não devem se encontrar antes do prazo estipulado para fomentação de um acordo comercial entre os países, de acordo com informações divulgadas nesta semana pela agência de notícias Reuters. Até o momento, o prazo para conclusão de um eventual acordo entre os governos encerra-se em 1º de março.

De acordo com duas autoridades norte-americanas e uma fonte familiarizada com o assunto ouvidas pela Reuters, não há qualquer movimentação para que um encontro entre Trump e Xi Jinping ocorra nas próximas semanas – o que poderia dificultar a realização de um acordo comercial até o início do mês de março.

Sem alterações na relação comercial entre os países até 1º de março, está prevista a aplicação de novas de tarifas sobre produtos chineses nos EUA, em um adicional tarifário de US$ 200 bilhões sobre produtos chineses, com o aumento da alíquota do imposto incidente de 10% para 25%.

 

 

Em entrevista na Casa Branca nesta semana, o assessor econômico do governo Trump, Larry Kudlow, não descartou um novo encontro entre Donald Trump e Xi Jinping no futuro, mas informou que este encontro “está longe ainda no momento”.

Apesar disso, a expectativa é que uma nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos seja aberta na próxima semana – desta vez, em território chinês, pouco mais de um ano depois do início da guerra comercial entre as duas nações.

 

Entenda o caso

A guerra comercial entre EUA e China teve início há um ano, na primeira semana do mês de fevereiro de 2018, quando o governo norte-americano impôs tarifas de 30% e 20% contra painéis solares e máquinas de lavar chinesas – impactando as importações do país asiático. Desde então, ambos os países vêm adotando medidas tarifárias cada vez mais intensas – causando temor nos mercados mundiais.

No final de 2018, China e EUA estabeleceram uma trégua de 90 dias na guerra comercial, para que os países pudessem manter conversas e buscar uma solução para o impasse comercial. O mercado segue acompanhando de perto os desdobramentos destas negociações e da próxima rodada de conversas entre os gigantes, que poderia aproximar ainda mais as economias do fim desta guerra comercial.