Os índices Dow Jones e S&P 500 recuavam forte antes da abertura do pregão desta quinta-feira (5), com investidores apreensivos por ameaça à tregua comercial entre China e EUA após prisão de diretora da chinesa Huawei

 

Os principais índices dos Estados Unidos operavam em queda no início da manhã desta quinta-feira (5), antes da abertura do mercado norte-americano, em um cenário internacional de forte aversão ao risco depois que uma alta executiva da chinesa Huawei foi presa no Canadá a pedido do governo dos EUA. Investidores temem que o fato ameace a trégua à guerra comercial entre China e EUA.

Durante a manhã, os futuros do Dow Jones operavam em queda de 1,75%, enquanto os futuros do S&P 500 recuavam 1,80% e o Nasdaq Futuro tombava 2,40%, salientando o mau humor dos investidores. Na China, os mercados encerraram o pregão de quinta-feira (6) em queda com a notícia da prisão da vice-presidente financeira e filha do fundador da companhia chinesa Huawei.

 

Prisão de Meng Wanzhou e a volta da tensão comercial

Os mercados mundiais reagem à prisão de Meng Wanzhou, vice-presidente financeira da Huawei Technologies e filha do fundador da gigante chinesa de tecnologia, no Canadá. De acordo com a Reuters, a detenção da executiva da companhia chinesa ocorreu a pedido do presidente norte-americano, Donald Trump.

A prisão da executiva da Huawei estaria relacionada à violação de sanções norte-americanas, de acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters. Não se sabe ainda, entretanto, quais seriam estas violações – que poderiam estar ligadas ao envio de produtos a países como o Irã.

Segundo a Reuters, fontes afirmaram à agência, ainda em abril, que autoridades norte-americanas vinham investigando a Huawei desde 2016 por enviar produtos de origem norte-americana ao Irã e a outros países – violando as leis de exportação e sanções dos EUA.

O receio dos investidores é que uma eventual extradição de Wanzhou para os EUA ou eventuais sanções contra a segunda maior fabricante de smartphones do mundo ponha fim às esperanças de redução das tensões comerciais entre Pequim e Washington, depois que uma trégua foi anunciada por ambos os países, no último final de semana, durante o encontro do G-20.

Em comunicado, a Huawei confirmou a prisão de sua vice-presidente financeira no dia 1º de dezembro e afirmou que recebeu poucas informações sobre as acusações. O governo chinês, por sua vez, pediu a imediata liberação da diretora ao governo canadense.