Descubra o que é um IPO e saiba como funciona este processo de abertura de capital – tão importante para empresas de todo o mundo

 

Se você é investidor ou apenas curioso sobre o mercado financeiro certamente já deve ter ouvido falar sobre a oferta pública inicial de ações – também conhecida como initial public offering (IPO). Apesar disso, é bem possível que você não saiba o que é ou para quê serve, de de fato, um IPO.

Por isso, no artigo de hoje, você entenderá um pouco mais sobre o IPO e poderá tirar todas as suas dúvidas sobre estas ofertas públicas iniciais de ações, que são realizadas tanto no mercado brasileiro quanto em dezenas de bolsas ao redor do mundo.

Acompanhe!

 

 

Afinal, o que é uma oferta pública inicial de ações (IPO)?

Oferta pública inicial de ações é um termo técnico que se refere à abertura de capital de uma empresa na bolsa de valores. Quando um IPO acontece, os sócios da companhia que está realizando sua oferta no mercado financeiro abrem mão de parte dos seus direitos na sociedade e disponibilizam uma fatia da empresa pela primeira vez no mercado por meio de ações.

Neste momento, investidores de todo o mundo têm acesso aos papéis daquela companhia que está ofertando sua fatia na bolsa de valores e podem, a partir daí, realizar transações de compra e venda destas ações. Os investidores que participam desta oferta pública inicial de ações tornam-se acionistas da empresa – tendo direito, portanto, a uma fração da companhia de acordo com a quantidade de ações que possuem.

 

Como é feito um IPO?

O processo de uma oferta pública inicial de ações envolve diversas etapas e pode demorar meses para ser concluído. De maneira geral, um IPO tem início no momento em que determinada companhia decide abrir seu capital na bolsa de valores. Em seguida, é preciso que a empresa informe aos órgãos de regulação seu interesse em realizar um IPO e escolher a bolsa de valores onde deseja fazer sua oferta de ações.

Após as etapas mais burocráticas, que envolvem a estruturação do IPO e regulamentação da abertura de capital da companhia interessada, chega-se o momento no qual há a formação de preço de cada papel – ou seja, o valor inicial de cada ação que será negociada na bolsa. A última etapa do processo, por fim, é a disponibilização destes papéis no mercado.

Uma data é marcada para que o IPO aconteça e, neste dia, as ações da empresa estreiam na bolsa de valores.

 

Por que fazer um IPO?

A oferta pública inicial de ações é uma ferramenta muito importante para qualquer empresa que tenha interesse em abrir seu capital no mercado, pelos mais diversos motivos. Muitas companhias optam por lançar-se na bolsa para captar dinheiro para investimentos, para patrocinar sua expansão ou até mesmo para bancar determinado projeto, que não poderia ser realizado sem o suporte do capital externo.

Em geral, o IPO é realizado por empresas que estão expansão e que, por conta disso, optam por abrir seu capital para continuarem a se desenvolver em ritmo mais forte e ganhar cada vez mais credibilidade frente não somente aos olhos investidores, mas também aos olhos de colaboradores, consumidores e do mercado como um todo.

Grandes empresas como o Facebook, a Amazon, Micosoft, Google, entre outras, percorreram este mesmo caminho anos atrás, abrindo seu capital no mercado e expandindo suas atividades em uma velocidade impressionante.

 

Quais as desvantagens do IPO?

Apesar deste processo ter inúmeras vantagens, o IPO possui algumas desvantagens para as empresas. A primeira delas envolve a complexidade e os custos que este procedimento demanda.

Normalmente as empresas que desejam abrir seu capital na bolsa de valores precisam contratar um ou mais instituições financeiras para auxiliarem no processo de IPO, o que acaba encarecendo – e muito – este processo. Além disso, toda companhia que deseja captar investidores pela primeira vez no mercado aberto deve seguir uma série de regras e especificações – dificultando, muitas vezes, o processo de abertura de capital.

Uma outra questão envolvendo o IPO – que pode ser considerada uma desvantagem deste processo – é a distribuição do controle sobre a empresa. Como parte do controle da companhia acaba sendo diluída entre os acionistas, os sócios acabam deixando de ter o controle total do negócio – embora, normalmente, continuem com a fatia majoritária da empresa. Estas alterações, no entanto, nem sempre são bem digeridas pelos sócios principais.

Além disso, as empresas precisam considerar outras importantes mudanças que envolvem um IPO, como todo o processo de regulamentação e fiscalização pelos próprios acionistas e, principalmente, pelos órgãos competentes – como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Brasil, e a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC), nos Estados Unidos.

 

IPO nos Estados Unidos

O mercado norte-americano é um dos preferidos pelas empresas que desejam abrir seu capital na bolsa de valores. Além disso, existem diversas bolsas nos EUA – como a NYSE e a Nasdaq, que possuem características particulares – capazes de receber os IPOs de companhias de todo o planeta.

Em geral, é nos Estados Unidos onde ocorreram os maiores IPOs do mundo. Entre os maiores IPOs dos EUA está a oferta inicial de ações da chinesa Alibaba, que aconteceu em 2016 e levantou mais de US$ 21,8 bilhões, o IPO da Visa, em 2008, que levantou o montante de US$ 17,86 bilhões, e a oferta inicial do Facebook, em 2012, que conseguiu levantar a soma de US$ 16 bilhões.

Agora que você já sabe o que é uma oferta pública inicial de ações e conhece um pouco mais sobre as oportunidades de IPO que aparecem com frequência para investidores que atuam no mercado dos EUA, que tal ficar de olho nas próximas ofertas iniciais de ações e garantir sua fatia em algumas das maiores companhias do mundo?