Marca inédita para uma empresa listada nos Estados Unidos foi conquistada nesta quinta-feira (2) pela empresa fundada por Steve Jobs

 

A Apple se tornou, nesta quinta-feira (2) a primeira empresa listada no mercado dos Estados Unidos a alcançar a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. A marca inédita foi conquistada depois que as ações da companhia atingiram o patamar dos US$ 207, com investidores otimistas em relação ao futuro da empresa fundada por Steve Jobs.

O feito histórico para uma empresa de capital aberto no mercado norte-americano foi alcançado dois dias depois de a Apple divulgar seus resultados para o terceiro trimestre fiscal de 2018 – que trouxeram lucros recordes graças às sólidas vendas de iPhones.  A receita da Apple no período ficou em US$ 53,3 bilhões – ante uma estimativa de US$ 52,3 bilhões dos analistas, enquanto os lucros atingiram US$ 2,34 por ação – valor bastante acima dos US$ 2,18 por ação estimados por Wall Street.

Para o quarto trimestre fiscal, a Apple prevê atingir receitas entre US$ 60 bilhões e US$ 62 bilhões, uma vez que novos modelos de iPhone devem ser lançados em breve – aquecendo, possivelmente, as vendas nos próximos meses. As projeções da Apple para o quarto trimestre fiscal também ficaram acima das projeções de Wall Street, que aguardavam uma estimativa de US$ 59,6 bilhões para o período, segundo a Reuters.

 

Enfim, os US$ 1 trilhão

O otimismo dos investidores quanto ao futuro aparentemente promissor da Apple foi fundamental para a conquista da marca de US$ 1 trilhão em valor do mercado. Isso porque, em apenas três dias, as ações da empresa avançaram 9% na bolsa eletrônica Nasdaq, impulsionando a capitalização da gigante da tecnologia, que alcançou a marca histórica durante a sessão desta quinta-feira (2), em Nova York.

O caminho percorrido pela Apple para alcançar este patamar, no entanto, não foi fácil. Fundada em 1976, em Cupertino (Califórnia), a Apple lançou sua oferta pública inicial de ações (IPO) na bolsa Nasdaq em dezembro de 1980.

Naquela época, as ações da empresa eram negociadas a US$ 0,51 – permanecendo abaixo dos US$ 1, em média, até o ano de 1987. De 2001 – ano do lançamento do iPod – até 2007, quando a empresa lançou seu primeiro iPhone, as ações saltaram de US$ 1,45 para US$ 26, e não pararam de crescer.

Com a exceção do ano de 2008 – quando as ações da companhia caíram vertiginosamente em meio à crise norte-americana, os últimos 10 anos foram decisivos para o crescimento da Apple e para a conquista dos US$ 1 trilhão em valor de mercado.

 

O tamanho da Apple

Para se ter dimensão do tamanho da gigante da tecnologia e do que representa a marca histórica, é preciso fazer comparações. De acordo com a empresa de informações financeiras Economatica, a Apple vale mais do que todas as companhias listadas na bolsa brasileira B3 – que, segundo a Economatica, valem cerca de US$ 847,6 bilhões.

 

 

O valor de mercado da Apple atualmente é também maior que a capitalização combinada entre AT&T, Procter & Gamble e Exxon Mobil – três gigantes do mercado dos Estados Unidos. A empresa de tecnologia tem 4% de peso no índice norte-americano S&P 500, que reúne as 500 empresas de capital aberto mais relevantes do país.

 

Marca inédita nos EUA, mas não no mundo

Diferente do que muitos acreditam, no entanto, a marca alcançada pela Apple nesta quinta-feira (2) é inédita apenas para empresas dos Estados Unidos. Isso porque, em 2007, a chinesa PetroChina foi a primeira companhia da história a valer U$ 1 trilhão.

Apesar do feito histórico, nada sugere que a manutenção do posto de empresa mais valiosa dos EUA será uma tarefa simples para a Apple. Isso porque outras gigantes norte-americanas – como a Amazon, Microsoft e a Alphabet (Google) – se mantêm em franco crescimento, ameaçando o primeiro lugar da empresa fundada por SteveJobs na lista das maiores companhias dos Estados Unidos.