Montante bilionário foi retirado da bolsa B3 entre fevereiro e 13 de junho; investidores permanecem preocupados com a instabilidade do país

 

Investidores estrangeiros já retiraram mais de R$ 17,6 bilhões da bolsa brasileira B3 (antiga BM&FBovespa) entre o mês de fevereiro e o dia 13 de junho, de acordo com informações divulgadas nesta semana pelo Banco Central. Preocupações com a instabilidade do país e a aversão ao risco no exterior somado ao aumento dos juros nos Estados Unidos foram os principais motivos da retirada de capital estrangeiro do Brasil no período.

A decisão dos investidores em se desfazer de ações mo mercado brasileiro foi acelerada com a greve dos caminhoneiros, no mês de maio, que resultou em um volume recorde de retirada da B3: R$ 8,4 bilhões. A saída de Pedro Parente do comando da Petrobras, no início de junho, trouxe ainda mais incertezas, e impactou negativamente na bolsa: mais R$ 4 bilhões em investimento estrangeiro deixaram a bolsa até o dia 13 de junho.

 

Ações em queda

A saída de capital estrangeiro e o cenário desfavorável para a bolsa brasileira afetaram com mais força algumas ações negociadas na B3. A Petrobras, por exemplo, já acumula queda de 22% em seus papeis em apenas três semanas; nos primeiros 11 dias de junho, a estatal perdeu mais de R$ 88,7 bilhões em valor de mercado.

O Itaú Unibanco também sentiu forte os impactos da desconfiança dos investidores estrangeiros em relação ao mercado nacional. Nas primeiras duas semanas do mês, os papéis da instituição recuou forte na B3, fazendo o banco desvalorizar mais de R$ 62,4 bilhões na bolsa.

Outro gigante do segmento bancário, o Bradesco viu suas ações caírem forte, empurrando o índice Ibovespa para baixo e resultando em uma perda de R$ 50 bilhões em capitalização no mercado.

 

Incertezas no Brasil e juros maiores nos EUA

O cenário eleitoral indefinido, o rombo nas contas públicas e a falta de reformas também pesam contra o Brasil e azedam o otimismo dos investidores estrangeiros em relação a uma recuperação da economia brasileira.

Em contrapartida, nos Estados Unidos – a maior e mais segura economia do mundo, o Federal Reserve (Fed) aumentou, pela segunda vez no ano, a faixa de juros da economia para 1,75% e 2% ao ano, atraindo ainda mais investidores, que optam por aplicar seu capital em um mercado mais sólido e seguro em detrimento dos mercados emergentes e mais arriscados.

Se você está pensando em investir ou realizar operações no mercado financeiro, este pode ser um bom momento apostar no mercado norte-americano e alocar parte do seu capital fora do Brasil. Investindo nos EUA você estará protegendo seu patrimônio das crises brasileiras enquanto aproveita a expansão da economia norte-americana e todas as oportunidades que este mercado oferece aos investidores de todo o mundo.