Mundo se mantém atento ao encontro histórico entre Trump e ditador norte-coreano Kim Jong-un, que acontece nesta semana em Singapura

 

Acontece, na próxima terça-feira (12) – noite de segunda-feira no Brasil – o encontro histórico entre o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A cúpula, que será realizada na cidade asiática de Singapura, poderá ser decisiva para a fomentação de um acordo de paz entre as Coreias e para o encerramento do programa nuclear norte-coreano.

Após meses de tensão geopolítica entre EUA e Coreia do Norte, a desnuclearização norte-coreana deverá ser a principal questão a ser discutida entre os líderes durante a reunião. Enquanto os EUA e a Coreia do Sul exigem o encerramento total do programa de armas nucleares em Pyongyang, Kim Jong-Un se mantém resistente em abrir mão de todo seu arsenal nuclear.

 

 

Além do fim do programa nuclear norte-coreano, espera-se que o encontro promova um acordo de paz entre as Coreias, encerrando formalmente a Guerra da Coreia, de 1953. Na época, os países concordaram com uma trégua, mas um tratado de paz jamais foi assinado.

 

“Missão de Paz”

Em entrevista coletiva durante a Cúpula do G7 no Canadá, no final de semana, Trump afirmou que, apesar de ter um objetivo claro em relação ao encontro histórico com o líder da Coreia do Norte, os resultados ainda não podem ser mensurados. Para ele, qualquer possível acordo entre EUA e a Coreia do Norte poderá ser firmado “no impulso do momento”.

Trump chamou o encontro de uma “missão de paz”, e explicou que a falta de projeções mais sólidas quanto aos resultados da cúpula se dá por conta da situação inédita do encontro entre os dois líderes. “Você não sabe (o que pode acontecer). Isso nunca foi feito nesse nível antes”, disse o presidente norte-americano a jornalistas no Canadá.