Acompanhe um breve panorama da atual situação do mercado brasileiro e do mercado dos EUA e entenda por que vale a pena investir na maior economia do mundo

 

Bolsa de Valores derretendo, crise política e econômica batendo à porta e uma série de incertezas por conta das eleições presidenciais de 2018. Este é o cenário do mercado brasileiro no primeiro semestre do ano, que vem deixando investidores do Brasil e do mundo cada vez mais apreensivos.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a economia continua crescendo, o desemprego atinge patamares mínimos históricos e as projeções apontam para novos aumentos das taxas de juros. O mercado financeiro norte-americano – o maior do mundo – se mantém em patamares elevados e, dia após dia, novos investidores decidem alocar parte dos seus investimentos no país.

Continue a leitura do artigo de hoje e acompanhe um breve panorama da atual situação do mercado brasileiro e do mercado norte-americano, que ajudará você a compreender os motivos que têm levado cada vez mais brasileiros a investirem parte do seu patrimônio nos Estados Unidos.

 

Economia instável x Estabilidade

A instabilidade do mercado e da economia brasileira é um dos principais motivos pelos quais milhares de brasileiros decidem investir em uma economia mais segura e sólida, como os Estados Unidos. Com a proximidade das eleições, o cenário interno fica cada vez mais conturbado, afugentando não somente os investidores locais, mas também investidores estrangeiros.

Além disso, recentes acontecimentos internos – como a paralisação dos caminhoneiros – fragilizou ainda mais a economia e o mercado, levando o governo à beira de um colapso e assustando quem investe por aqui.

 

 Juros em queda x Juros em alta

A taxa básica de juros é um fator bastante importante de ser analisado quando falamos sobre investimentos no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto a taxa básica de Juros (Selic) mantém-se em queda no Brasil – no maior patamar já visto, a taxa de juros norte-americana – que, por muito tempo, foi próxima a zero – permanece em expansão. E as projeções são de manutenção destas tendências.

De acordo com o Monitor de Taxa de Juros do Fed da Investing.br, o mercado espera um novo aumento nas taxas de juros norte-americana na reunião do Federal Reserve (Fed) do próximo dia 13 de junho. O monitor aponta para 95% de chances de elevação, que levariam os juros para uma faixa de juros entre 1,75% e 2% ao ano.

Para o investidor, isso significa que os Estados Unidos passa a ser ainda mais atrativo, já que, com o aumento dos juros, os rendimentos de investimentos tendem a aumentar. O inverso ocorre no Brasil: quanto menor os juros, menor os rendimentos – fazendo com que os investidores aloquem seus recursos em economias mais seguras, como os EUA.

 

Saída de dólares do Brasil

Desde que o Brasil perdeu o grau de investimento da agência de risco Standard & Poor's, em setembro de 2015, grandes somas bilionárias de dólares deixaram a economia brasileira. A maior parte deste montante estava alocada em títulos de renda fixa e empréstimos a empresas, de acordo com informações divulgadas pela Credit Suisse no final do ano passado.

A situação se repete na bolsa de valores brasileira. No último mês de maio, a B3 encerrou o mês com um saldo negativo de R$ 8,4 bilhões em investimentos, após a saída de investidores estrangeiros. E o mês de junho já registrou uma evasão de quase R$ 1 bilhão na bolsa.

Além do momento delicado vivido pela economia brasileira nos últimos anos e de uma volatilidade cada vez maior na bolsa brasileira, os recentes aumentos dos juros nos EUA também acabou contribuindo para esta evasão, uma vez que juros maiores no maior mercado do mundo tende a atrair mais investidores.

 

PIB: Duas realidades distintas

As realidades totalmente distintas entre Brasil e Estados Unidos podem ser mensuradas por meio do Produto Interno Bruto (PIB). Nos EUA indicadores apontam para uma forte aceleração do PIB americano no segundo trimestre de 2018 - com projeções de crescimento que podem atingir 4,8% e superar com folga as estimativas anteriores de crescimento na faixa de 3% no trimestre.

Já no Brasil, o atraso na aprovação das reformas fiscais tende a manter o PIB estagnado na faixa de 1,3% ao ano pelos próximos anos, de acordo com dados contidos na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (2020-2031), documento produzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).  

Para o trimestre, as projeções apontam para um crescimento ainda menor do PIB brasileiro em relação ao que se previa anteriormente. As estimativas negativas levam em consideração o impacto da recente greve dos caminhoneiros, no mês de maio, no crescimento do país entre os meses de abril e junho.

 

Bolsa dos EUA x Bolsa brasileira

No mercado financeiro, as diferenças entre os mercados do Brasil e dos EUA também têm se mostrado cada vez maiores. Enquanto o índice Dow Jones, por exemplo, se mantém na faixa dos 25 mil pontos – bem acima dos patamares registrados durante todo o ano de 2017, o mercado brasileiro continua em queda livre.

Após ultrapassar os 87 mil pontos em fevereiro de 2018 e renovar as máximas de 2017, a bolsa brasileira deu início a um fortíssimo movimento de queda. Nos primeiros dias de junho, a bolsa caiu abaixo dos 75 mil pontos e voltou aos patamares do segundo semestre de 2017.

Grandes empresas, como a Petrobras, também recuaram forte na bolsa brasileira. A estatal brasileira perdeu mais de 40% do seu valor de mercado em menos de um mês, causando grandes perdas aos investidores.

As ações que chegaram a vale mais de R$ 27 em maio de 2018 hoje são comercializadas abaixo de 15%. Nos EUA, por outro lado, empresas como a Amazon avançam a cada sessão: os papéis da gigante do varejo online, que valiam quase US$ 1.200 no início de 2018, agora são negociadas a valores próximos a US$ 1.700. Impressionante, não é mesmo?

Se você está pensando em investir ou realizar operações no mercado financeiro, este pode ser um bom momento apostar no mercado norte-americano e alocar parte do seu capital fora do Brasil.

Investindo nos EUA você estará protegendo seu patrimônio das crises brasileiras enquanto aproveita a expansão da economia norte-americana e todas as oportunidades que este mercado oferece aos investidores de todo o mundo.